Francesco Farioli lançou este sábado o desafio do FC Porto diante do Estoril-Praia deste domingo, relativo à 12ª jornada da Primeira Liga, e que se irá realizar no Estádio do Dragão.

O treinador do FC Porto deixou elogios à formação canarinha, não confirmou a presença de Alan Varela e abordou ainda a evolução de jogadores como Gabri Veiga ou Tomás Pérez.

O Estoril: "Seguramente um jogo difícil, eles estão em boa forma. Podem defender em 3, 4 ou 5 formas diferentes, o ataque é bastante fluído, com qualidade de posse. Nós tentamos prever todos os cenários, embora não haja muito tempo para o trabalhar, mas a melhor parte é que temos um grupo que está dentro destas dinâmicas e portanto amanhã enfrentaremos o Estoril com certeza com a melhor mentalidade e espero eu que com a chaves certas para este jogo"

Alan Varela disponível?: "Depois do jogo com o Nice tivemos dois ou três jogadores com alguns problemas e perante o pouco tempo de descanso é difícil de recuperar, mas o staff médico está a trabalhar muito para os trazer de volta. Vamos avaliar essas situações esta tarde, para ver se eles estão disponíveis ou não"

Possibilidade de chegar às 100 vitórias: "É sempre bom ganhar, é importante e é a prioridade. Para seguirmos na direção que queremos, sim, que amanhã seja um dia importante para todos nós"

Penálti oferecido por Gabri Veiga a Samu: "É importante partilhar as oportunidades. Todos nós queremos que os nossos avançados marquem… No papel, Samu era o cobrador de penáltis, então penso que o Gabri respeitou isso e deu-lhe a bola para marcar. Claro que toda a gente quer marcar, mas a prioridade é sermos uma equipa. E penso que nisso o Gabri é também um exemplo, não só pelo gesto do último jogo, mas pela forma como tem jogado, como tem contribuído ofensivamente, que está mais dentro das suas características, mas especialmente ao nível defensivo para o rendimento de toda a equipa. Já tinha dito que temos um grande exemplo de outros jogadores, como Pepê, Rodrigo Mora, Borja… Isso é fantástico, é por onde temos de ir e é uma representação importante do que é o ADN do FC Porto. Penso que estão a representar muito bem o clube até agora e espero que no futuro"

Evolução de Gabri Veiga: "Está a aproximar-se. Penso que ainda há uma margem para melhorar, não que ele não esteja a render ao nível que quero, mas sim porque acredito que tem mais do que isto para dar. As minhas expectativas são elevadas… É verdade que nas últimas três ou quatro semanas está um jogador diferente, com pernas fortes e capaz de ser mais decisivo. No fim não acredito que os jogadores podem ser divididos num parâmetro como físico, depois noutro técnico, etc… Na verdade esses fatores trabalham todos juntos. Então se estás um pouco melhor fisicamente, isso dá-te mais frescura nos gestos técnicos, mentalmente deixa-te mais conectado com o jogo e, sim, ele tem trabalhado muito para ficar cada vez melhor todos os dias. Deixem-me dizer-vos que por vezes ele é mais exigente que eu próprio e tenho que acalmá-lo um pouco no sentido de que quer sempre fazer algo mais e melhor. Esse é o segredo do grande momento que está a viver e, como disse antes, acredito que ainda tem espaço para melhorar, devido à idade, à experiência que vai aumentado e especialmente ao seu talento, que é de todo, e do seu perfil que é algo distinto"

As armadilhas de que falou Villas-Boas: "Como sabem, as armadilhas são coisas com as quais não se está a contar, senão não eram armadilhas. Isto é algo que de alguma forma temos de manter o nosso sistema em alerta para reagir e conseguir encontrar as respostas adequadas. Depois há outras coisas que são bastante evidentes, uma é o calendário, que é algo que estou a ficar aborrecido de comentar todos os dias, mas infelizmente é um tema que continua aí. Estou muito contente com o facto de ter um presidente tão próximo, que está tão por dentro da atividade diária do clube como ele tem feito. Penso que ele está a fazer o melhor pelo clube, a esforçar-se e a tentar com que a competição seja mais justa para todos. Que é algo pelo qual todos nós e todos os que gostam de futebol devem procurar"

Tomás Pérez: "Ele está bem. Precisava de melhor condição após o Mundial, porque jogou bastante. Está a trabalhar muito e estou contente pela forma como se tem esforçado na sombra. Como sabem, para os médios-defensivos e para os defesas é mais difícil ter objetivos, mas estou contente com ele e se calhar uma oportunidade estará ao virar da esquina. Ele sabe isso e está a trabalhar para estar pronto quando ela chegar"

Gestão do plantel: "Já disse que quando trabalhamos num grande clube como o FC Porto isto é rotineiro. Não há nada pelo que nos queixarmos. Quando assinamos já sabemos que vamos ter mais de 50 jogos por época. Temos de preparar os jogadores para estarem expostos a estes cenários e é isso que temos tentado fazer, os jogadores estão a responder muito bem em treino e jogo, temos sempre mais corrida do que os adversários por alguns quilómetros de diferença… Mas claro que a longo prazo é preciso ter cabeça fresca, pernas frescas, então tentamos fazer alguma rotação, até porque o nosso plantel na minha opinião é equilibrado. Temos respondido bem, inclusive às lesões mais graves, de Nehuén Pérez e De Jong, e isto graças à capacidade de adaptação dos jogadores. Viram o Deniz Gül a dar um passo em frente, Pablo Rosario como sabem dá-nos cinco ou seis posições… Então acredito que podemos continuar, embora o foco esteja sempre no próximo jogo. Em janeiro vamos ver o que é possível fazer, especialmente na defesa"

Deniz Gül na esquerda: "Para mim esteve bem, a participar e contribuir para algumas ocasiões, uma delas resultou no penálti. Esteve bem com e sem a bola, portanto sim fiquei contente, embora claro ele tenha que continuar a trabalhar. E além disso não excluimos jogar com dois avançados, portanto de acordo com as necessidades vamos tentar encontrar as melhores soluções"

Os sub-17: "São bastante jovens, mas a idade não é uma limitação. Para eles é uma oportunidade e eu sempre dei oportunidades a jovens, até de 16 anos, de terem uma estreia profissional. Estão em contacto permanente com o clube, para proporcionar o melhor trajeto desde a formação até à equipa principal. No curto prazo podem ter a oportunidade de trabalhar connosco durante os próximos meses e no longo prazo é que no próximo ano alguns deles farão certamente parte da nossa pré-época, terão um tratamento particular com alguns elementos da equipa técnica a trabalharem com eles. Portanto neste momento estamos a alinhar as nossas ideias e tentar maximizar o potencial destes jogadores, tentando tentar o mais contributo para o clube desportivamente e depois financeiramente"