A Liga Espanhola vendeu os direitos de transmissão dos seus jogos à Telefónica e à DAZN para as próximas cinco épocas, de 2027/28 até 20321/32. Assim, o órgão que gere os destinos do futebol espanhol a nível profissional irá receber mil milhões de euros por época, melhorando o atual contrato que rende cerca de 990 ME por temporada. Na votação do órgão de controlo televisivo, só o Real Madrid votou contra a proposta.
Ao todo, são 5.250 milhões de euros de contrato (1.050 milhões por temporada) pelos jogos da LaLiga para clientes residenciais, face aos 4.950 milhões do contrato anterior, ou seja, um crescimento de 6%.
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De acordo com o jornal Marca, se forem somados os 650 milhões pagos pela HORECA (hotelaria, restauração e cafetaria em Espanha, abrangendo hotéis, restaurantes, cafés, bares e serviços de catering), os 175 milhões da LaLiga Hypermotion (Segunda Liga) e os 60 milhões correspondentes aos direitos em canal aberto e resumos (todas as categorias sobem face ao tender anterior), o montante supera os 6.135 milhões, o que significa mais 9% do que o período anterior (segundo a Telefónica, pagaram mais 1,4%).
O valor dos direitos de TV cresceu, com o novo acordo: é de 30% no HORECA (de 500 para 650 milhões de euros) e de 40% na LaLiga Hypermotion (de 125 para 175 milhões).
No contrato assinado, a Movistar Plus+ da Telefonica, fica com cinco jogos por jornada, os outros cinco ficam para a DAZN.
No atual contrato, que acaba em 2026/27, a Movistar tem cinco jogos por jornada mais três jornadas completas, e a DAZN, com outros cinco jogos por jornada. Agora manter-se-á o formato de cinco e cinco, mas retirando a exclusividade que a Movistar tinha em três jornadas. Cada adjudicatário transmitirá cinco jogos por jornada durante toda a temporada.
A Movistar Plus+ reforça a sua aposta no futebol, depois de ter assegurado para os próximos anos, os direitos da Champions League, Europa League e Conference League.
Em Espanha, o dinheiro proveniente dos direitos audiovisuais representa a principal fonte de receita da grande maioria dos clubes da LaLiga, chegando nalguns casos a representar 80% dos seus rendimentos.
Jabier Tebas, presidente da LaLiga, já reagiu a este novo acordo.
"Num contexto nacional e internacional complexo, ter assegurado um crescimento conjunto de 9%, que representa mais de 500 milhões do que no ciclo anterior, é uma excelente notícia para a sustentabilidade económica dos nossos clubes e para o futuro do futebol profissional espanhol. Num momento em que muitas ligas estão a perder valor, o facto de a LaLiga continuar a crescer e a atingir máximos históricos é especialmente relevante. Este resultado reflete a solidez do nosso produto e a confiança dos operadores, impulsionada em grande medida pela nossa luta firme contra a pirataria", disse o dirigente.
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